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Minha Personalidade Muda Quando Falo Outra Língua?

by Daniel Silva
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personalide muda quando falo outra línguaOutro dia meu irmão perguntou: minha personalidade muda quando falo outra língua? Ou seja, quando falo inglês, é verdade que a personalidade muda? Um amigo meu já havia me feito essa pergunta, pois a sua mãe dizia que quando ele falava espanhol ficava mais seco e quando optava pelo Português ficava mais amigável. Isso também já passou pela sua cabeça? Pois bem. Nesse novo artigo do blog Inglês no Teclado vamos falar sobre esse assunto curioso, não apenas devido às indagações que apresentei, mas também porque é um tema importante para quem quer falar inglês fluente de verdade.

Se ao final desse artigo você gostar da explicação, não se esqueça de deixar a sua mensagem abaixo, é sempre importante para a gente saber a opinião dos nossos leitores. Também não esqueça de se inscrever no nosso canal oficial no YouTube, a gente sempre posta diversos vídeos gratuitos para quem quer turbinar o seu inglês de vez. Agora mãos à obra.

A questão de saber se a personalidade de uma pessoa muda ao falar outra língua é fascinante e tem sido objeto de diversos estudos e discussões entre psicólogos, linguistas e estudiosos da comunicação intercultural. Existem evidências de que a língua que falamos pode influenciar não apenas nossa forma de comunicação, mas também a maneira como pensamos, sentimos e nos comportamos.

A INFLUÊNCIA DA LÍNGUA NA PERSONALIDADE

Estudos sugerem que a língua pode afetar aspectos da nossa personalidade devido às diferentes conotações culturais, valores e normas incorporadas em cada idioma. Por exemplo, uma pesquisa conduzida por Pavlenko (2006) indica que falantes bilíngues muitas vezes relatam sentir-se como “pessoas diferentes” quando mudam de uma língua para outra. Isso pode ser atribuído ao fato de que diferentes línguas carregam diferentes referências culturais, modos de expressão e até mesmo formas de pensar.

EXEMPLO DE MUDANÇA DE PERSONALIDADE

Um estudo realizado por Dewaele e Nakano (2013) mostrou que falantes bilíngues de inglês e japonês apresentaram diferenças em traços de personalidade como extroversão e abertura a novas experiências, dependendo da língua que estavam usando. Ao falar japonês, os participantes tendiam a ser mais reservados e formais, refletindo a cultura japonesa, enquanto ao falar inglês, mostravam-se mais extrovertidos e informais.

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A TEORIA DO RELATIVISMO LINGUÍSTICO

A teoria do relativismo linguístico, também conhecida como Hipótese Sapir-Whorf, sugere que a estrutura da língua influencia a forma como seus falantes percebem e interagem com o mundo. Embora essa teoria tenha sido amplamente debatida, ela oferece uma base para entender como a linguagem pode moldar nossos pensamentos e comportamentos. Por exemplo, falantes de línguas que distinguem claramente entre formas formais e informais de tratamento podem ser mais sensíveis a questões de hierarquia e respeito social.

EXPERIÊNCIA PESSOAL E IDENTIDADE

Além de estudos acadêmicos, muitas pessoas bilíngues ou multilíngues relatam experiências pessoais que corroboram a ideia de mudança de personalidade. Por exemplo, alguém que é fluente em português e inglês pode sentir-se mais assertivo e direto ao falar inglês, devido à cultura mais individualista e expressiva dos países de língua inglesa, enquanto em português, pode adotar uma postura mais calorosa e coletiva, refletindo as normas sociais de países lusófonos.

COMENTÁRIOS DO INGLÊS NO TECLADO

A ideia de que nossa personalidade pode mudar ao falarmos outra língua é apoiada por diversos estudos e teorias. Isso não significa que nos tornamos pessoas completamente diferentes, mas que certos aspectos de nossa personalidade podem ser realçados ou atenuados dependendo da língua que estamos usando. Entender essa dinâmica pode nos ajudar a navegar melhor em contextos multiculturais e a apreciar a profundidade e a complexidade da nossa identidade linguística e cultural.

Referências:

Pavlenko, A. (2006). Bilingual selves. In A. Pavlenko (Ed.), Bilingual minds: Emotional experience, expression, and representation (pp. 1-33). Clevedon, UK: Multilingual Matters.

Dewaele, J.-M., & Nakano, S. (2013). Multilinguals’ perceptions of feeling different when switching languages. Journal of Multilingual and Multicultural Development, 34(2), 107-120.

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