No português, é bastante comum omitirmos o sujeito de uma frase porque a conjugação verbal frequentemente indica quem é o sujeito. Por exemplo, ao dizer “Vou ao mercado”, sabemos que o sujeito é “eu” porque o verbo “vou” está conjugado na primeira pessoa do singular. No entanto, em inglês, a situação é diferente. A omissão do pronome “I” (eu) é rara e ocorre em contextos bem específicos.
Isso se deve principalmente à estrutura do idioma inglês, que exige maior clareza na identificação do sujeito. Diferentemente do português, os verbos em inglês não mudam de forma para indicar o sujeito, com exceção de poucas variações, como a adição do “s” na terceira pessoa do singular no presente simples (he runs, she talks). Por conta disso, o uso explícito do pronome é essencial para que a frase seja compreensível. Por exemplo, a frase “I went to the market yesterday” não pode ser reduzida para “Went to the market yesterday” em um contexto formal ou cotidiano, pois ficaria gramaticalmente incorreta.
Outro fator importante é a rigidez da ordem das palavras no inglês. A estrutura sujeito-verbo-objeto (SVO) é praticamente inalterável, e a ausência do sujeito faz a frase parecer incompleta ou ambígua. Assim, frases como “I like chocolate” ou “I am working” não permitem a omissão do “I”, mesmo que o contexto pareça óbvio.
Apesar disso, existem algumas situações específicas em que o pronome “I” pode ser omitido, especialmente em contextos informais ou em anotações rápidas. Por exemplo, em mensagens de texto ou listas de tarefas, a omissão é aceitável porque o contexto já deixa claro quem é o sujeito. Frases como “Going to the store, back soon” ou “Had a great time yesterday” são exemplos disso. Nesse caso, o sujeito “I” é omitido sem comprometer a clareza da mensagem, pois o interlocutor entende que se trata de algo dito pelo próprio emissor.
Além disso, no estilo literário ou artístico, como em poemas, músicas ou narrativas mais experimentais, a omissão do pronome também pode ocorrer como recurso estilístico. O objetivo, nesse caso, é criar um ritmo específico ou uma atmosfera que dispense o uso explícito do sujeito. Porém, essas situações são exceções e não refletem o uso convencional do idioma.
Portanto, enquanto no português a omissão do sujeito é uma prática comum e amplamente aceita na fala e na escrita, no inglês ela é limitada a poucos contextos. Isso torna o uso explícito do pronome “I” uma necessidade quase constante no idioma. Para estudantes de inglês, é fundamental lembrar dessa diferença, já que frases que soam naturais em português podem parecer incompletas ou incorretas ao serem traduzidas literalmente. Por isso, evite omitir o “I” em inglês, a menos que esteja em um contexto muito específico que permita essa liberdade.
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